Havia um casal com um filho de doze anos, que tinha um burro. Decidiram viajar para conhecer o mundo, tanto os lugares como as culturas e pessoas, assim, num domingo, muito cedo partiram.
Ao passar pelo primeiro vilarejo, as pessoas comentavam balançando a cabeça:
- olha que menino mal educado; ele em cima do burro e os pobres pais, mais velhos, caminhando.
Para evitar a crítica negativa contra seu filho, o desceram do burro e então subiu o esposo.
- Ah, que descarado! Deixa que a criança e a pobre mulher puxem o burro, enquanto ele vai cômodo em cima do animal.
Tomaram a decisão de que ela então subisse no burro, enquanto pai e filho puxavem a corda. Ao passar pela terceira aldeia, as pessoas diziam com sarcasmo.
- Pobre homem, depois de trabalhar o dia todo, deve levar a mulher em cima do burro. Pobre filho, que lhe espera com essa mãe sem alma?
Conversaram e decidiram subir os três no burro, para continuar sua perigrinação. Ao chegarem no povoado seguinte, escutaram as críticas dos moradores.
- São uns estúpidos, mais estúpidos que o burro que os leva; vão quebrar a coluna do animal!
Os tes resolveram descer e caminhar junto do animal. Porém, ao passar pelo povo vizinho, não podiam acreditar no unânime comentário:
- Olha esses três idiotas. Caminham, quando têm um burro que poderia levá-los...
Então a mulher perguntou com ironia:
- Vocês acham que se carregarmos o burro, deixarão de nos criticar?
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Sempre que fizermos algo, seja bom ou mal, seremos criticados pelos outros, especialmente por quem sofre com complexo de inferioridade ou baixa auto-estima. Porém, como não temos que ceder mediante as críticas dos invejosos, tampouco convém deixar-se seduzir pelas adulações dos mentirosos, que agradam com elogios desde o pináculo do tempo.
O ponto de equilíbrio está em atuar de acordo com a consciência formada pelos critérios do Evangelho.
Aqueles que se esforçam em agradar os demais nunca terão êxito. Importa obedecer a Deus.
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Prado Flores in Como evangelizar com parábolas. pp 52 e 53
